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 Pelo que se passou na Assembleia Municipal, o PSD é um Partido anti-Social e anti-Democrata!
   
PSD ANTI-SOCIAL, porquê?

Porque já não chegava o ocorrido em tempos com o Lar de Ouca, vem agora o PSD, de mãos dadas com o PS local, exigir contrapartidas a quem muito tem feito pelo povo de Vagos - a Igreja.

Este executivo cedeu às pressões (ou apenas sugestão?) feitas pela Presidente da Junta de Freguesia de St. André, e igualmente pela Dr Ana Maria Vasconcelos do PS, para que a doação dos lotes existentes na Gafanha da Boa Hora, onde actualmente está edificada a Igreja, fosse inteiramente condicionada.

Dulcínea Sereno, Presidente da Junta de St. André e também Presidente do PSD de Vagos, junto com o actual executivo PSD e o PS local, consideram válido que se imponha a condição de apenas serem doados os lotes se a Diocese de Aveiro ceder o terreno da antiga casa paroquial da freguesia de St. André à Junta local.

Deixou de ser uma doação para passar a ser uma permuta, e diga-se desde já, pouco respeitosa dessa grandiosa instituição que é a própria Igreja. Por momentos pensei, aquando da decisão, que alguém estaria a querer promover uma guerra religiosa, nefasta e completamente desajustada aos sentimentos dos vaguenses e às necessidades do concelho. Qualquer hostilidade dirigida contra a própria Igreja não pode deixar de ser entendida como expressão de intolerância.

Entendo de que o Estado é laico, mas a sociedade não. O Estado não tem religião, mas a sociedade tem-na - a sociedade é livre de ter e de manifestar a sua religião.

Nessa medida, o reconhecimento público da liberdade religiosa na Constituição, nas leis e no regime social e político significa para a Autarquia, o dever de respeitar e de acolher as expressões comunitárias da religiosidade presente no concelho.

José Lázaro do CDS votou, e muito bem, contra esta decisão. Tem todo o meu apoio. O único partido que defende a igreja é o CDS, isto é, são os Democratas-cristãos.

É lamentável que esta questão tenha ferindo ainda mais a sensibilidade dos cristãos e o sentir comum dos vaguenses.

 

PSD ANTI-DEMOCRATA porque simplesmente não respeitou os princípios mais básicos da própria democracia - a representatividade proporcional dos partidos políticos em órgãos colegiais.

Na recente eleição dos membros para a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco (CPCJ), e à semelhança do sucedido à dois anos atrás, o PSD fez da sua maioria a imposição, esquecendo que a nomeação obrigatória de elementos para a CPCJ deve ser representativa da Assembleia Municipal, e não da maioria do PSD. Não procurou consenso e impingiu logo de início a sua intenção.

O que se pede é que a Assembleia Municipal se faça representar na CPCJ com quatro elementos, elementos estes que representem a Assembleia como um todo e como órgão pluralista.

Nos bons velhos tempos do CDS a votação era consensual, em entendimento entre todos os partidos, e sempre em proporcionalidade entre os partidos representados na Assembleia Municipal.

Está por dias esta maioria laranja na Câmara Municipal de Vagos, é certo, mas até lá, teremos de aguentar este executivo algo prepotente e coactivo.

Como diz o povo, e com razão: "a bondade e o perdão só trazem ingratidão"...


Filipe de Mendonça Ramos
Presidente da Comissão Política Concelhia do CDS de Vagos



   

28/5/2008



   
 QREN: Uma mentira como solução para Vagos.
   

Pelas afirmações recentes do actual presidente da Autarquia, Vagos encontra-se completamente dependente dos dinheiros prometidos pelo QREN - o Quadro de Referência Estratégico Nacional.

 

- Não há dinheiro para projectos? Vem aí o QREN.

- É preciso fazer investimentos estruturantes? Aguarda-se pelo QREN.

- As freguesias de Vagos necessitam de investimentos básicos para as suas populações? Só com dinheiros do QREN.

 

A estratégia de desenvolvimento de qualquer Concelho está condenada ao fracasso, a curto/médio prazo, se for baseada no aproveitamento de fundos por si só.

Por isso, Vagos foi condenada a seis anos de inércia e incompetência, e será novamente castigada, pelo menos por mais dois anos. O Sr. Presidente da Autarquia apostou no "cavalo errado", mostrando agora receio pelos sucessivos adiamentos e imposições de dificuldades na atribuição dos fundos do QREN - agora impostos pelo Governo PS

E o Dr. Rui Cruz colocou a fasquia bem alta ao dizer que se demitiria se não conseguisse o seu propósito. Ora, ao fim de seis anos de pura retórica e de autênticas peças de "origami" (arte de dobrar em papel), Vagos nada tem e nenhum rumo terá - dois mandatos "secos" que só alimentaram o aparelho partidário do PSD.

Vagos só se desenvolve se tiver o QREN "disponível", diz este executivo! E sabendo que Portugal nunca aproveitou convenientemente os dinheiros comunitários, traduzindo-se sempre num oportunismo desregrado e na falta de visão estratégica, o futuro prevê o pior.

Porque seria Vagos diferente de outros Concelhos, bem mais necessitados? E porque acreditamos que "desta vez é que é", que desta vez vamos ver os dinheiros comunitários a serem bem aplicados? E quando? Poderá ser só em 2013... ou mesmo nunca.

Recordemos: entre 2000 e 2006, Bruxelas disponibilizou a Portugal cerca de 20,5 mil milhões de euros, no âmbito do Quadro Comunitário de Apoio III. Apesar da taxa de execução ter atingido os 73,6% e do nosso país poder ainda, até ao final de 2008, executar os 5,4 milhões de euros restantes, é consensual a ideia de que o QCA III foi uma oportunidade perdida. Tal como os anteriores.

E o QCA III, agora criticado, foi igualmente preparado por um governo PS, tal como o é este QREN, o que augura o pior.

Até aos dias de hoje, se esbanjaram recursos importantes em reformas ditas estruturais (Saúde, Educação, Administração Pública, Justiça, Economia...), que se sucederam até entrarem em contradição entre si, como acontece actualmente. E foi igualmente com esta imprudência que se esbanjou uma parte significativa dos fundos comunitários.

Este QREN pagará a Ota e o TGV. Há aqui um seguimento: Cada QCA será relembrado pelo maior disparate que financiou: o QCA da Expo, o QCA do Euro 2004 e o QREN da Ota e do TGV. Está certo...

Efectivamente é um fado, esta nossa incompetência para gerir eficazmente os recursos do país e os que recebemos do exterior.

 

Mas, o que dizer a esta exultação local perante os esperados 21,5 mil milhões de euros do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) para 2007-2013? Resolveremos mesmo os "atrasos" de Vagos acreditando que desta vez os fundos comunitários irão ser bem geridos?

... mas como, se nunca o foram?

Os financiamentos comunitários são um pau de dois gumes. Todos conhecemos projectos empresariais que faliram à custa dessa dependência perniciosa, ao qual acrescem, claro está, inúmeros projectos públicos nunca executados. O QREN está bem emprenhado, especialmente na sua vertente de bondade e caridade perante as autarquias locais, é facto, e temo seriamente pela sua aplicação. É caso para dizer, "muita parra e pouca uva"...

Claro que devemos lutar por estes fundos, por certo os derradeiros, mas apenas em situações onde esse apoio surja como acréscimo.

 

Repito, a estratégia de desenvolvimento de qualquer Concelho está condenada ao fracasso se for baseada no aproveitamento de fundos por si só.

 

E se em cima disto colocarmos a muito deficiente utilização dessas verbas então Vagos tornar-se-á num caso muito sério e triste.

 

Mendonça Ramos

Presidente da Comissão Política Concelhia do CDS de Vagos



   

28/5/2008


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